Homem acorda sem as mãos em Igrejinha

CaetanoAlves Igrejinha – Na manhã deste sábado, dia 28, o pelotão de operações especiais em áreas turísticas atendeu a um chamado de um homem que diz ter acordado se as mãos. Caetano Alves, 31 anos, disse que não havia percebido que suas mãos haviam sumido até que foi lavar o rosto, quando estranhou não sentir a água fria nas mãos.

A população da pacata cidade de Igrejinha inicialmente ficou assustada com o caso, pois nunca aconteceu nada do tipo na região. Porém, depois da investigação realizada no final de semana, foram descobertos fatos que mudou a opinião de toda a população sobre o caso. No local do crime foram encontradas digitais de Plínio Pinto, que ao ser localizado pela polícia, confessou o crime.

Plínio explicou que trabalha no mesmo escritório que Caetano e que não aguentava mais ouvir Caetano batucando em sua mesa em horário de trabalho. Recentemente, Caetano começou também a assobiar e cantarolar, o que fez com que Plínio perdesse a paciência e tomasse esta atitude. Em julgamento, Plínio alegou inocência por “Legítima Defesa dos Ouvidos”. O juiz concordou com a defesa e então liberou Plínio. A grande maioria da população concordou com a decisão do juiz.

“Acho muito justo. Ninguém merece trabalhar com o som de pessoas batucando nas mesas” disse Angélica da Silva, secretária do escritório onde os dois trabalham.

Depois deste incidente, foi criada uma lei municipal em Igrejinha, onde fica proibido o batuque em mesas de escritório. Como punição para quem não cumprir a lei, a polícia tomará como exemplo a atitude de Plínio e irá cortas as mãos do condenado. Depois da criação desta lei, Plínio passou a ser considerado herói na cidade de Igrejinha.

Caetano inicialmente ficou muito chateado com a situação em que estava, mas ao descobrir que teria direito a aposentadoria por invalidez, esta situação mudou.

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Um dia complicado (com muito jabá)

Cheguei no escritório hoje de tarde, por volta de meio dia e meia. Queria tirar o atraso dos serviços pessoais que acumularam no dia anterior, já que fiquei mais de uma hora sentado esperando ser atendido no Banco do Brasil, apenas para ouvir um “Não podemos lhe ajudar”.

Pensando no banco, lembrei que a fatura do meu cartão de crédito vencia hoje, então fui acessar o site do meu banco (que não é o Banco do Brasil, já que eles não podiam me ajudar) para pagar. Ao acessar o Home Banking, pelo navegador “Maxthon 3”, o site me exibiu uma mensagem dizendo que precisava instalar uns plugins e talz, como sempre aparece na primeira vez que acesso por um navegador.

Não querendo instalar os plugins, que nem sabia se iriam funcionar, já que o navegador ainda não chegou a nenhuma versão final, fui acessar o Maxthon 2 mesmo, que eu sempre usava para trabalhos bancários. Mas dessa vez eu pensei em usar o Privacy Mode, que eu nunca tive oportunidade de testar.

Toda vez que eu acesso o Home Banking, eu costumo primeiro digitar uma senha inválida, só para ver se vai aparecer a mensagem correta. É um teste bobo, ainda mais com os ícones indicando certificados válidos, conexão segura e essas coisas. Mesmo assim, acostumei a fazer, principalmente quando a página está diferente, como foi dessa vez.

Através do teclado virtual do banco, coloquei a senha incorreta e o Home Banking avisou. Beleza, coloquei a senha certa agora, também pelo teclado virtual e o site mais uma vez indicou senha incorreta. Que estranho… Tentei de novo e mais uma vez apareceu senha incorreta.

O jeito foi digitar pelo teclado físico. Infelizmente não sei se funcionou, pois dessa vez apareceu uma mensagem dizendo que a minha senha de internet foi desabilitada e eu precisava entrar em contato com a agência para reativá-la. Que desgraça. Eu nem sabia o telefone da agência, felizmente aqui na região temos um ótimo guia telefônico online, chamado Lado Virtual. Digitei o nome do banco e rapidamente ele me exibiu o telefone da agência aqui da cidade. Realmente recomendo esse site Winking smile

Liguei para lá e me disseram que para reativar a minha senha, era preciso ir pessoalmente até a agência, com identidade e com o cartão do banco. Achei isso um absurdo, mas fazer o que? Fui até a agência e fui atendido por uma antiga colega de escola, que estava começando lá e nem sabia o que fazer. Ela foi falar com a gerente e, depois de uns 5 minutos voltou, me dizendo para ir na fila do caixa para pedir uma nova senha.

Fui até a fila, que milagrosamente estava pequena, criei a nova senha e voltei para o escritório. Na saída ainda encontro com outro antigo colega de escola que ainda comenta: “ôôô Pierre, tá com pressa hein?”. Eu nem sabia porque estava com pressa, acho que era para poder acessar o Lado Virtual e ler umas notícias.

Cheguei novamente no escritório, já eram 13:10, faltavam apenas 20 minutos para começar o expediente. Fui acessar o Home Banking e… senha bloqueada. Meu chapéu de aba larga, corri de novo para a agência. Fui na máquina de auto atendimento e mexi até achar uma opção para desbloquear senha. Apareceu uma mensagem dizendo que a senha foi desbloqueada, mas não confiei. Acessei a opção novamente e digitei uma senha errada, para confirmar. Deu erro, então sai correndo de volta para o escritório.

Dessa vez, cheguei ao escritório as 13:29, faltando apenas um minuto para o expediente. Digitei meu número de conta e senha e o Home Banking abriu. Aliviado, deixei meu pé descançar, pois estava doendo. Ele pegou mania de doer sempre que eu ando mais do que os 6 Km diários habituais. Contei a história toda para um colega de trabalho e finalmente fui até a opção de pagar contas. Fui agraciado com uma mensagem dizendo algo como “Para pagar contas, você precisa de uma senha de autorização nível 2”.

Me digam, não é um doce esse sistema? Fui perguntar para o meu chefe se eu não poderia ir mais uma vez até o banco, mesmo em horário de trabalho. Ele disse que a secretária tinha algumas coisas para fazer no banco, então eu podia aproveitar e fazer o trabalho dela lá.

O trabalho dela era, basicamente, pagar uma porrada de contas. Quando eu digo porrada, eu digo uma quantidade que fez o atendente do banco me olhar e dizer: “isso aqui é melhor tu deixar as contas aqui, eu faço um comprovante de depósito e tu pega os recibos aqui amanhã”.

Mas isso foi só depois, porque primeiro eu fui mais uma vez no auto atendimento, onde descobri que tinha que habilitar as opções do Home Banking separadamente. Para cada opção, precisava passar o cartão e digitar duas (em alguns casos três) senhas. Não confiando, saquei o dinheiro e paguei meu cartão de crédito no caixa mesmo.

Já era aproximadamente 14:30 quando eu cheguei novamente no escritório. Antes de conseguir conferir se minha senha estava funcionando, ouvi um barulho estranho. O colega que trabalha ao lado imediatamente se levantou e correu para for a da empresa. Imaginei que alguém poderia ter batido em algum carro lá na frente. Outro colega correu para a janela e disse: tem uma moto jogada no chão.

Resolvi nem me estressar com o banco, tem gente com problemas bem piores, como o motoqueiro que além de bater em um carro e voar por cima dele, ainda teve que aguentar o aglomerado de gente ao redor, sendo que ainda tinha gente mexendo nele. A ordem pra esses casos não é não mexer na pessoa?

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Vândalos, bandidos ou o que?

Quando eu era pequeno, ia com frequência dormir na casa da minha avó. Como ela morava sozinha, gostava da pouca companhia que ganhava. Ela também morava perto, então não era um grande problema pra mim. Nas poucas vezes em que tive problemas, como febre ou insônia, não tive dificuldade em voltar para casa.

A única coisa que me preocupava realmente, era que eu causasse algum problema enquanto dormia. Até hoje ainda me preocupo com isso quando vou dormir na casa de alguém. Motivo eu tenho: Teve uma época que todo dia meu pai acordava de manhã e, ao ir no banheiro, encontrava o chuveiro aberto. A culpa recaiu sobre mim, apesar de nenhuma das vezes eu ter lembrado de tê-lo aberto. Também houve casos de eu conversar com pessoas (pessoalmente ou até pelo telefone) sem acordar. Nem vou falar da vez que bati com a cabeça na parede sonhando que estava jogando futebol. O pior foi eu ter gritado “A cabeçada do juiz”.

Naquele dia, a situação era diferente: eu estava claramente acordado. Pior do que isso, fui acordado pelo barulho irritante de uma motosserra. Pelo que eu consegui constatar sem sair da cama, alguém estava cortando um poste de energia na rua, na frente da casa da minha vó. Eu arriscaria dizer que estavamos próximos das seis da manhã.

De início, pensei em esperar terminarem e voltar a dormir. Nunca tinha visto ninguém trabalhar a essa hora da manhã, mas não dei importância pra isso. Esperei, esperei e esperei. Nada de terminarem. Comecei a perceber que não fazia sentido nenhum cortar o poste com uma motoserra e me perguntei se era isso mesmo que estavam fazendo.

Não se passou muito tempo, quando ouvi o barulho da porta da casa da minha avó se abrindo e alguém entrando. Pelo som dos passos, provavelmente era um homem de uns 80Kg. O homem foi até a cozinha e começou a colocar coisas em cima da mesa. Fazia um certo barulho, mas não consegui imaginar o que era. E o barulho da motosserra continuava presente.

Foi nessa hora que eu comecei a imaginar o que poderia estar acontecendo. Estaria alguém roubando a casa da minha avó? Mas quem iria assaltar uma casa a essa hora e com todo esse barulho?

Minhas dúvidas só acabaram quando o barulho da motossera acabou. Por que aí eu ouvi minha vó levantando e indo até a cozinha, onde começou a conversar com o meu tio. Meu tio, que mora na casa ao lado, costumava usar o freezer da minha avó para fazer gelo, que ele usava na lancheria dele.

E nesse dia eu descobri que minha avó ronca pra caraca.

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Mistérios Passageiros de uma vida – Final Alternativo

Atenção: Este é o final alternativo (inventado) da história. Para ler a primeira parte (verdadeira), clique aqui.

Um dia depois de conversar com a estranha garota no ônibus a caminho para Igrejinha, precisei ir novamente para Rolante trabalhar. Como era sábado, eu não tinha um horário fixo para o trabalho e então fui no final da manhã. Fui o único a fazer hora extra naquele dia, por isso eu mesmo tive que ir atender a porta quando ouvi alguém bater.

A porta daquele escritório era daquelas que você pode olhar de dentro pra fora, mas não o contrário. Foi por isso que eu não precisei abrir a porta para ver que não havia ninguém ali. Quando voltei para a minha mesa, novamente ouvi alguém batendo na porta e novamente não vi ninguém através do vidro da porta. Dessa vez eu resolvi abrir a porta para ver se não descobria quem é que estava me sacaneando.

Para quem não sabe, pessoas que possuem olhos claros como os meus levam mais tempo para se acostumar com a troca de iluminação. Quando eu abri a porta, a forte luz do sol fez meus olhos arderem, como já era de se esperar. Quando “recuperei a visão”, percebi que havia alguém logo na frente da porta. Era a garota do ônibus.

O escritório não é o local ideal para se receber visitas, então fomos até a pastelaria. Eu não estava conseguindo trabalhar mesmo. Ficamos conversando na pastelaria por cerca de duas horas, até ela dizer que precisava ir embora. Me deu um beijo no rosto e saiu, enquanto eu me sentia com 12 anos de idade. Pelo menos agora eu sabia o seu nome: Josiane.

Quando voltei para o escritório, percebi que alguém havia espalhado um punhado de terra na frente da porta. Pior do que isso, logo percebi que eu estava com algumas manchas no rosto. Comecei a imaginar coisas sobrenaturais. Aquilo parecia sinistro, mas tinha explicação. Alguns cães reviraram o canteiro que ficava ao lado da entrada, jogando terra por todo lado. Já a mancha no rosto, era na verdade chocolate, que, porco do jeito que sou, devo ter deixado cair quando comia um pastel doce.

Mais tarde, quando eu estava desligando o computador e equipamentos que estava usando, a Josiane apareceu novamente na frente do escritório, machucada. Ela estava com um corte nas costas, de onde estava saindo uma pequena quantidade de sangue. Eu disse para ela entrar e ela pediu para eu fechar as portas, pois ela precisava se esconder. Baixei a porta de ferro e ficamos trancados lá dentro, então peguei um kit de primeiros socorros e tentei fazer um curativo nela, que agora estava sentada sem camisa no sofá da recepção.

Agora as coisas estavam passando do limite e eu precisava de uma explicação. Pensei que ela iria começar a falar, mas ao invés disso, ela me beijou. Não dá para exigir explicações de uma linda morena sem camisa que está te beijando. Não mesmo.

O tempo passou e eu já não tinha mais como voltar para Igrejinha no mesmo dia. Então finalmente comecei a me preocupar em entender o que estava acontecendo. Depois de eu confirmar que o machucado nas costas dela não era nada sério, ela começou a explicar:

Ela: Essa semana eu terminei com o meu namorado, mas ele não quer aceitar o fim do namoro e está me perseguindo. Primeiro eu pensei em denunciá-lo para a polícia, pois ele não queria devolver as minhas coisas, mas depois de conversar contigo no ônibus ontem, eu achei que poderia negociar com ele. Não deu.
Eu: Mas se não deu, porque você saiu comigo hoje?
Ela: Eu queria pela última vez ter um dia legal aqui em Rolante. Amanhã vou me mudar para São Leopoldo, pra ficar longe daquele idiota.
Eu: Mas tu conseguiu as tuas coisas de volta?
Ela: Eu consegui a chave da casa dele, vou pegar escondido amanhã de manhã. Esse final de semana ele não está em Rolante, então tenho que aproveitar.
Eu: Mas porque tu precisou se esconder agora? E o que é esse machucado?
Ela: Ah, eu me cortei sem querer na cerca da minha casa. E na verdade eu não tô me escondendo, só queria que tu fechasse a porta pra gente ficar a sós ;)

Depois disso, eu falei que não tinha mais como ir para casa, pois o último ônibus já tinha saído. Ela gostou disso e então me convidou para dormir na casa dela. Quando eu cheguei lá, percebi que o chão do quintal era de terra solta, sendo muito fácil de se sujar com terra por lá. Agora sim, tudo parecia estar explicado.

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Mistérios Passageiros de uma vida – Parte 2

Atenção: Esta é a segunda parte da história. Para ler a primeira parte, clique aqui.

Eu tinha 18 anos e três meses e agora também morava numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, chamada Rolante. Era minha primeira sexta-feira na cidade e eu havia combinado de sair a noite junto com um colega de trabalho e uns amigos dele. Em geral, fizemos apenas coisas normais que pessoas da nossa idade costumam fazer, como correr pela rua com as calças abaixadas.

Em determinada hora da noite, estavamos parados em frente ao prédio em que eu morava, quando de repente a menina do ônibus passa por nós, em um passo apressado. Depois de pouco tempo um rapaz para seu carro perto da gente, para perguntar se a namorada dele havia passado por ali. Alguém responde que ela passou em direção ao centro, mas também pergunta o que aconteceu e porque ele estava com o olho roxo. Sim, ele estava com o olho roxo.

A resposta que recebemos foi que ele estava conversando com a namorada numa boa, quando apareceu um cara e partiu pra cima dele sem motivo nenhum. Os dois brigaram e a namorada dele saiu dali. Depois de falar isso, ele entra novamente no carro e vai atrás da namorada, enquanto que os meus novos amigos me contam um pouco da história.

Aparentemente a menina queria terminar com o rapaz, mas ele não queria aceitar e então não quis mais devolver as coisas dela que estavam na sua casa. Depois disso, o nosso pequeno grupo foi atrás deles, pois não queriamos ficar de fora do babado. Infelizmente, não teve mais muita coisa. Nem briga presenciamos.

Me falaram que aquela guria era meio vagabunda, mas o rapaz não deveria ficar pra trás, já que ele é conhecido como “Táxi do Amor”. O nome dela eu nem sei, nunca mais falei com ela desde aquele dia do ônibus, apesar de tê-la visto algumas vezes na cidade, acompanhada do Táxi do Amor. Devem ter continuado o namoro por algum tempo, mesmo que contra a vontade dela.

Tudo o que eu sei, é que fiz bem em não me envolver em mais nada nessa história. Não sei se a conversa que tive com a menina no ônibus fez alguma diferença ou não. No dia, fiquei achando que ela havia deixado de ir falar com a polícia depois de ter conversado comigo. A verdade verdadeira, nunca saberei, pois como diz a sabedoria popular, em briga de marido e mulher não se olha os dentes.

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