Cheguei no escritório hoje de tarde, por volta de meio dia e meia. Queria tirar o atraso dos serviços pessoais que acumularam no dia anterior, já que fiquei mais de uma hora sentado esperando ser atendido no Banco do Brasil, apenas para ouvir um “Não podemos lhe ajudar”.
Pensando no banco, lembrei que a fatura do meu cartão de crédito vencia hoje, então fui acessar o site do meu banco (que não é o Banco do Brasil, já que eles não podiam me ajudar) para pagar. Ao acessar o Home Banking, pelo navegador “Maxthon 3”, o site me exibiu uma mensagem dizendo que precisava instalar uns plugins e talz, como sempre aparece na primeira vez que acesso por um navegador.
Não querendo instalar os plugins, que nem sabia se iriam funcionar, já que o navegador ainda não chegou a nenhuma versão final, fui acessar o Maxthon 2 mesmo, que eu sempre usava para trabalhos bancários. Mas dessa vez eu pensei em usar o Privacy Mode, que eu nunca tive oportunidade de testar.
Toda vez que eu acesso o Home Banking, eu costumo primeiro digitar uma senha inválida, só para ver se vai aparecer a mensagem correta. É um teste bobo, ainda mais com os ícones indicando certificados válidos, conexão segura e essas coisas. Mesmo assim, acostumei a fazer, principalmente quando a página está diferente, como foi dessa vez.
Através do teclado virtual do banco, coloquei a senha incorreta e o Home Banking avisou. Beleza, coloquei a senha certa agora, também pelo teclado virtual e o site mais uma vez indicou senha incorreta. Que estranho… Tentei de novo e mais uma vez apareceu senha incorreta.
O jeito foi digitar pelo teclado físico. Infelizmente não sei se funcionou, pois dessa vez apareceu uma mensagem dizendo que a minha senha de internet foi desabilitada e eu precisava entrar em contato com a agência para reativá-la. Que desgraça. Eu nem sabia o telefone da agência, felizmente aqui na região temos um ótimo guia telefônico online, chamado Lado Virtual. Digitei o nome do banco e rapidamente ele me exibiu o telefone da agência aqui da cidade. Realmente recomendo esse site 
Liguei para lá e me disseram que para reativar a minha senha, era preciso ir pessoalmente até a agência, com identidade e com o cartão do banco. Achei isso um absurdo, mas fazer o que? Fui até a agência e fui atendido por uma antiga colega de escola, que estava começando lá e nem sabia o que fazer. Ela foi falar com a gerente e, depois de uns 5 minutos voltou, me dizendo para ir na fila do caixa para pedir uma nova senha.
Fui até a fila, que milagrosamente estava pequena, criei a nova senha e voltei para o escritório. Na saída ainda encontro com outro antigo colega de escola que ainda comenta: “ôôô Pierre, tá com pressa hein?”. Eu nem sabia porque estava com pressa, acho que era para poder acessar o Lado Virtual e ler umas notícias.
Cheguei novamente no escritório, já eram 13:10, faltavam apenas 20 minutos para começar o expediente. Fui acessar o Home Banking e… senha bloqueada. Meu chapéu de aba larga, corri de novo para a agência. Fui na máquina de auto atendimento e mexi até achar uma opção para desbloquear senha. Apareceu uma mensagem dizendo que a senha foi desbloqueada, mas não confiei. Acessei a opção novamente e digitei uma senha errada, para confirmar. Deu erro, então sai correndo de volta para o escritório.
Dessa vez, cheguei ao escritório as 13:29, faltando apenas um minuto para o expediente. Digitei meu número de conta e senha e o Home Banking abriu. Aliviado, deixei meu pé descançar, pois estava doendo. Ele pegou mania de doer sempre que eu ando mais do que os 6 Km diários habituais. Contei a história toda para um colega de trabalho e finalmente fui até a opção de pagar contas. Fui agraciado com uma mensagem dizendo algo como “Para pagar contas, você precisa de uma senha de autorização nível 2”.
Me digam, não é um doce esse sistema? Fui perguntar para o meu chefe se eu não poderia ir mais uma vez até o banco, mesmo em horário de trabalho. Ele disse que a secretária tinha algumas coisas para fazer no banco, então eu podia aproveitar e fazer o trabalho dela lá.
O trabalho dela era, basicamente, pagar uma porrada de contas. Quando eu digo porrada, eu digo uma quantidade que fez o atendente do banco me olhar e dizer: “isso aqui é melhor tu deixar as contas aqui, eu faço um comprovante de depósito e tu pega os recibos aqui amanhã”.
Mas isso foi só depois, porque primeiro eu fui mais uma vez no auto atendimento, onde descobri que tinha que habilitar as opções do Home Banking separadamente. Para cada opção, precisava passar o cartão e digitar duas (em alguns casos três) senhas. Não confiando, saquei o dinheiro e paguei meu cartão de crédito no caixa mesmo.
Já era aproximadamente 14:30 quando eu cheguei novamente no escritório. Antes de conseguir conferir se minha senha estava funcionando, ouvi um barulho estranho. O colega que trabalha ao lado imediatamente se levantou e correu para for a da empresa. Imaginei que alguém poderia ter batido em algum carro lá na frente. Outro colega correu para a janela e disse: tem uma moto jogada no chão.
Resolvi nem me estressar com o banco, tem gente com problemas bem piores, como o motoqueiro que além de bater em um carro e voar por cima dele, ainda teve que aguentar o aglomerado de gente ao redor, sendo que ainda tinha gente mexendo nele. A ordem pra esses casos não é não mexer na pessoa?